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Bienal do Livro termina com mais jovens e vendas maiores

Se no geral o ano que passou foi fraco para o mercado editorial brasileiro, com as vendas em 2012 menores que as de 2011, o resultado da 16ª Bienal do Livro Rio foi o avesso disso.
Chegando ao fim neste domingo (8), o maior evento do gênero no país teve comercializados 3,5 milhões de volumes, ante 2,8 milhões na edição de 2011. O faturamento passou de R$ 50 milhões para R$ 71 milhões.

No geral, o público foi até um pouco menor que o de 2011, quando 670 mil pessoas passaram pelo Riocentro ao longo de 11 dias --desta vez, foram 660 mil. As vendas maiores decorreram, na avaliação dos organizadores, da presença maciça de um público com idades entre 15 e 29 anos, consumidor de séries nacionais e internacionais, que vêm dominando as listas de mais vendidos.
Essa faixa etária correspondia a 46% dos frequentadores da Bienal em 2011 e passou a representar mais da metade do público nesta edição, chegando a 51%.
Foi um segmento responsável, por exemplo, pelas cinco primeiras colocações entre os mais vendidos da editora Intrínseca: "A Culpa É das Estrelas" e "Cidades de Papel", de John Green, "Extraordinário", de R.J. Palácio, "O Lado Bom da Vida", de Matthew Quick, e"O Ladrão de Raios", de Rick Riordan.
Mais de dez editores ouvidos pela Folha de São Paulo anunciaram vendas de 20% a 200% maiores que as de dois anos atrás --e a maior parte deles também creditou aos jovens o crescimento nas vendas.
"Nossos livros da linha de filosofia e outros adultos praticamente não saíram. O que bombou aqui foram as juvenis Paula Pimenta, com mais de 3.500 livros de seus oito títulos vendidos, Bruna Vieira, com 2.000 exemplares de seus dois títulos, e outros", disse Judith Almeida, diretora comercial da Autêntica/Gutenberg, grupo que faturou R$ 45 mil em 2011 e esperava passar os R$ 130 mil nesta edição.
Na Record, que teve faturamento 40% maior que em 2011, os livros mais vendidos foram todos para jovens, incluindo os internacionais "Instrumentos Mortais", cinco títulos que somaram mais de 3.000 exemplares vendidos, e "Assassin's Creed", com 2.500. Entre os nacionais, lideraram as vendas os também juvenis Eduardo Spohr, que deu autógrafos por mais de seis horas, e Carina Rissi.
"Do ponto de vista dos editores, isso dá esperança, porque são novos leitores ingressando no mercado, com essa vontade de ler, com a quantidade de livros comprados. Esse leitor jovem é fanático, a gente vê que ele curte mesmo", disse Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros e vice-presidente da Record.

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