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Cartunistas recriam a personagem mais famosa de Mauricio de Sousa em novo livro

DO PORTAL IMPRENSA

Em meio à intensa busca de muitos pela juventude eterna, uma garota dentuça e gordinha guarda a sete chaves o segredo para esbanjar vigor aos 50 anos. Mônica, a personagem mais famosa do cartunista Mauricio de Sousa, acaba de completar meio século de vida. E, para celebrar o momento, ganhou um livro em que 150 dos mais renomados artistas gráficos do mundo a recriam.

“M?nica(s)”, publicado pela editora Panini, traz autores do Brasil, Estados Unidos, Itália, Portugal e Argentina, mesclando nomes já consagrados, como Fernando Gonsales, Guido Crepax e Milo Manara, a outros que começam a trilhar suas carreiras. como Vivian Mota. A paulistana ficou conhecida com a série “Sampa versus Buenos”, em que contrapõe símbolos da cultura paulista e portenha, como a personagem Mafalda, do cartunista Quino, e a própria Mônica.

“Assim como muita gente, aprendi a ler e a desenhar com os quadrinhos do Mauricio de Sousa. Ainda guardo as revistinhas número 1 e 2 da ‘Turma da Mônica’ em casa”, confessa a desenhista, que hoje conta com seu próprio estúdio, o Rabiscorama. “Procurei respeitar os traços mais marcantes da Mônica. A releitura reflete a lembrança que guardo da minha infância.”

Ao contrário de Vivian, o cartunista Ricardo Manh?es conheceu a “Turma da Mônica” já crescido, depois que retornou ao Brasil. Aos 8 anos teve que se mudar para o sul da França com os pais, onde teve contato com grandes cartunistas franco-belgas, como Hergé, autor das “Aventuras de Tintin”, e Albert Uderzo e René Goscinny, criadores de Asterix e Obelix.

A influência foi decisiva no estilo de traço que assumiria ao longo da carreira. Um dos poucos representantes do estilo franco- belga no Brasil, Manhães foi convidado para fazer uma releitura da “Turma da Mônica” versão adulta, para uma trilogia especial em comemoração aos 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa, em 2010. O trabalho agradou, e foi convidado novamente, desta vez, para celebrar o cinquentenário da dentucinha.

“O estilo franco-belga permite um maior n?mero de detalhes nas vestimentas, já o traço do Mauricio é mais tradicional, não tenta impor ao leitor a classe social de seus personagens. Então, respeitei isso, achei que se eu colocasse botões, golas, entre outros detalhes nas roupas, iria descaracterizar os personagens. O Cebolinha, por exemplo, mantive cal?ado, como o original.”

Para o ilustrador, a proposta do livro é uma grande oportunidade de disseminar o trabalho de profissionais ainda pouco conhecidos. “Através de um personagem marcante como a Mônica, que naturalmente gera interesse, pessoas com estilos completamente diferentes têm a oportunidade de conhecer traços novos, e também passarem a ser novos consumidores”. Manter a identidade da turma também foi uma preocupação de Fabio Coala, do portal de HQs “Mentirinhas”. 

Foram dez rascunhos antes de chegar ao que melhor representasse a personagem, sem deixar de lado sua própria assinatura como cartunista. “A grande sacada do desenho está no Sansão. O desenhei gigante e com os olhos um de cada cor, em referência ao meu personagem, o Monstro, uma pelúcia que multiplica de tamanho e protege as crianças. O Sansão é o Monstro da Mônica.”

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